26.11.10

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Vou retê-las um pouco mais para arrastar a morte que traz a espera às tuas. Morte que mato, parto em pedaços, reparto por cada tempo que morre. Há quem trabalhe para comprar e assim matar tempo. Não sabem que não precisam matá-lo para que ele morra. Matam a si mesmos quando acham que o matam. E a diferença é mortal. Porque ele pode escolher a morte. Pode escolher morrer sozinho ou ficar sozinho à espera dela. Ficar sozinho e matar-se. Eles sempre estiveram sozinhos, sem saberem. E morrem, sem quererem. Morte ao tempo? Não, vida ao tempo. Que venha e que mate a si mesmo, mas devagar, como faz com a senhora que mora à janela enquanto espera que o sistema deixe de funcionar.
Tempo, tempo.
Se retenho as minhas, sinto menos a ausência das tuas.



hb.

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