Acto II, cena 4
"Combato o positivismo que não sente nas coisas o seu infinitizador excesso vertigínico que a pura abstracção-Espírito as eleva através de nós, essencialmente infinitizados! É, com efeito, o positivismo que defende os limitados interesses mesquinhos, por isso concretos, e abandona a vida infinita, abstracta, pura do Espírito; é o positivismo que em novos altares materializados coloca a banalidade duma vida prática toda feita de limites e de exterior como neles coloca também a fealdade realista; é o positivismo que defende uma democraria material em que à escória da sociedade desçam os aristocratas do Espírito; é o positivismo que não conhece a revolução pasmosa que o pensamento puro provocará na humanidade inteira!..."
Raul Leal, O Incompreendido
