26.1.13


Não são de fogo

Não são de fogo estes olhos
   de infante que se transforma?

E apalpai: já lhe palpita
   os frutos que tem nas virilhas.

Amor: segura o que possas
   na tua mão juvenil.

Enche-a de mim, e depois,
   quem sabe, por brincadeira,
entraremos - só um pouco! -
   pelos caminhos ocultos.


Abu Nuwas (756-814)

Jorge de Sena, Poesia de 26 séculos
(Edições ASA, 2001)

Arquivo do blogue