Não são de fogo
Não são de fogo estes olhos
de infante que se transforma?
E apalpai: já lhe palpita
os frutos que tem nas virilhas.
Amor: segura o que possas
na tua mão juvenil.
Enche-a de mim, e depois,
quem sabe, por brincadeira,
entraremos - só um pouco! -
pelos caminhos ocultos.
Abu Nuwas (756-814)
Jorge de Sena,
Poesia de 26 séculos
(Edições ASA, 2001)