16.11.09

Jardim Ar

Belo, o que a vista alcança. De lado ao outro, a deriva mais sóbria, a fachada rosa desmaiado mais elegante, a investida sobre lago-espelho aperfeiçoada, o quinto estilo sobre amarelo metal mais vaidoso. Elas na senhora imponência, elas distraídas, elas profundas, elas belas. Muito belas. Entre elas intangível, anel de elo imaleável, amor que não soçobra. Belo, o que o pensamento abraça. Se não belo, belo o que ela embeleza. Alma em mundo condescendente, semblante perfeito, aura graciosa, palavra entranhada. Vontade de vergar, vontade de resgatar, vontade de partilhar. Vale o céu pela frágil semelhança. Do meu trinco pedaço e lho dou na ingénua fé de o ter menos distante.


HelenaB.

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