21.11.09

Largoduque



Árvores com tentáculos que o vento maestro senhor de seu nariz rege. Pomposamente alinhadas, trajadas, uma só nervura as distinguisse e nem meio minuto a leilão ante plateia excitada. Batida repetitiva que se difunde e perfura e enlouquece, que destoa entre a abulia de semana finda e concorre com a que perto ecoa, resquício ou vaticínio de aura natalícia. nO dia, queres estar comigo? Quero. Te direi algo então; nO momento. Está bem. Fico à tua espera. Não, eu fico à Tua, aguarda indicação. Como queiras, mas caso ela chegue, ter-me-ás contigo. Assim o espero. Ou esperarei. Certo de que não terás de esperar muito. A chuva para alma remédio santo esbate a tinta e desfaz o papel talão de compras a ponto de o fazer sumir. Devolvo a cadeira à mesa e bato em retirada, medindo forças com A Ideia de que a promessa carrega experiência vã, tal a overdose a que a representação do desejo docilmente se entrega, virgem e imaculada.


Disarm you with a smile
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HelenaB.

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