"Ainda que os tormentos grandes e pequenos encham a existência humana e a mantenham continuamente agitada e inquieta, não podem, contudo, ocultar a insuficiência da vida para ocupar todo o espírito, o vácuo e a inanidade do viver, ou para afastar o tédio pronto para invadir qualquer momento de trégua que a inquietação nos conceda. Como consequência, o espírito humano, não contente com os tormentos, com os afãs e com as ocupações que lhe impõe o mundo real, cria para si, além do mais, sob a forma de mil superstições diversas, um mundo imaginário, a cuja mercê se entrega inteiramente e ao qual consagra tempo e forças."
O Mundo como Vontade e Representação (Livro IV), de Arthur Schopenhauer
