"... a experiência nada de válido traz à moral. Não passa de um nome, o nome que os homens dão aos erros que cometeram. Em geral, os moralistas consideram-na como uma espécie de aviso. Pretendem que ela possui, sobre a formação do carácter, uma influência benéfica, porque nos mostra o resultado dos nossos actos e aquilo que devemos evitar fazer. Mas, em si mesma, a experiência não contém qualquer motivo determinante: enquanto força actuante, ela é tão ineficaz como a própria consciência. Uma única coisa é evidente, é que o nosso futuro será semelhante ao nosso passado. Se pecámos uma vez - e mesmo que odiemos o nosso pecado - nós recomeçaremos. Muitas vezes. E com prazer."
O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (Amigos do Livro-Editores)
