AOS PARES
Nadam os mortos aos pares,
Aos pares, banhados em vinho.
No vinho em que te afogaram
os mortos nadam aos pares.
Do cabelo fazem tapetes,
ajudando-se; depois
lança uma vez mais os dados,
desce ao fundo olhar dos dois.
Paul Celan, Sete Rosas Mais Tarde - Antologia Poética (Cotovia, 1993)
