Cotovelos como vasos a suster o rosto ligeiramente tombado desenhado como botão de flor de hortênsia enxovalhado. Faz frio e eu quero estar aqui e não ser percebida, fosse eu espectro e nem tais linhas necessitava arremessar. Valsas desajeitadas, movimentos descompassados que querem no ventre e no indicador o badalo da vitória. Surpreendo-o, esculpido no verde morno das modestas persianas nas fachadas típicas, no que antes branco cândido do prédio que não conheço, no encarnado que cega e troteia impetuoso o cinza manchado do paralelo.
Transbordo de sensações. Reais irreais anormais surreais, a um toque da alma ou a toque meio mais meio. Tenho-as todas comigo, sorvidas avidamente não fosse a eterna rasteira rir de mim jazida diante da pedra velha. Ali o deixo, ponto em cruz ridículo e parido defeituoso por mão vagabunda.
Despeço-me com o escárnio do esboço do sorriso e levem-no se vos útil for porque eu não o quero mais. Demasiado repugnante para carpete de soleira de porta abafada por pé de pés e olhá-lo como papel de parede não consigo. A conseguir, romperia numa náusea irremediável cujo alívio resultaria naquilo de que fujo. E outra vez não obrigada tive já a minha dose.
Um brinde a ti fraqueza. Um sobre muitos e precedente de outros tantos não fosses tu convidar-te madrugadas sucessivas e atrasar vil e perversa o aceno de despedida. Quanto nojo te dedica o coche em que esfregas as pregas desse porco traseiro.
Raios para ti e para a fecundação que te deu vida para parasita a sugares dos outros.
Quero-a. Peço-lhe que desembarque.
Estou faminta.
Helena
Helena.
