17.6.11

"«Mas eu era novo nessa altura», pensa ele. «Tinha de fazer, não o que podia, mas o que sabia.» Agora também o pensamento progride com dificuldade; ele deveria sabê-lo, pressenti-lo. Ainda o veículo está inconsciente do que se aproxima. «E, afinal de contas, paguei. Comprei o meu espectro, mesmo que tivesse pago com a minha vida por isso. E quem me pode proibir de o fazer? É o privilégio de qualquer homem destruir-se a si próprio, desde que não fira a mais ninguém, desde que viva por e para si»"

A Luz em Agosto, de William Faulkner (Biblioteca Visão, Colecção Novis, 2000)

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