16.6.11

"Por vezes parecia-lhe que uma noite de sono, no meio de palha, num rego, debaixo de um tecto abandonado, era seguido de imediato por outra noite sem o intervalo do dia, sem luz para se orientar na fuga; que um dia seria seguido por outro dia recheado de fuga e aflição, sem uma noite pelo meio ou algum intervalo para descansar, como se o Sol não se tivesse posto, dando, em vez disso, meia volta no céu antes de atingir o horizonte para voltar a descrever o seu percurso ao contrário."

A Luz em Agosto, de William Faulkner (Biblioteca Visão, Colecção Novis, 2000)

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